Terça, Setembro 07, 2010
   
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Inadimplência das empresas é a menor dos últimos seis anos, indica Serasa

05-05-10-pepe vargas-D1A melhora na atividade econômica observada nos últimos meses levou o índice da inadimplência entre as empresas a cair 9%, se comparados o primeiro semestre deste ano com o mesmo período de 2009. Segundo a Serasa Experian, o resultado semestral é o melhor registrado desde 2005.



A quantidade de cheques sem fundos, títulos protestados e dívidas vencidas em junho deste ano foi 7,2% menor do que a registrada no mesmo mês do ano passado e 5,8% abaixo da inadimplência registrada em maio passado. Apesar disso, o valor médio das dívidas não honradas entre janeiro e junho deste ano subiu 3,3% além do valor médio registrado no primeiro semestre de 2009, atingindo R$ 4.744,44.

De acordo com um dos coordenadores do levantamento, Luiz Rabi, a menor inadimplência é consequência, entre outros fatores, da retomada do crescimento econômico após o país ter sofrido, em 2009, os reflexos da crise financeira mundial.

"Com a melhora as empresas passaram a vender mais, lucrar mais e ter melhores condições de saldar suas dívidas", afirmou Rabi à Agência Brasil, explicando que a redução da inadimplência tem importante reflexo sobre a política monetária, já que, com o menor risco de calotes, o juro médio cobrado pelos empréstimos financeiros feito às empresas tende a cair, como já vem ocorrendo.

E mesmo com evidências de que um processo de desaquecimento econômico tenha se iniciado no segundo trimestre - ontem (28), a Confederação Nacional da Indústria (CNI), por exemplo, anunciou que, em junho, a utilização da capacidade instalada pelas indústrias ficou abaixo da registrada em maio - a Serasa Experian sustenta que a perspectiva é de que a inadimplência das empresas continue caindo gradualmente ao longo do ano.

O deputado Pepe Vargas (PT-RS) avaliou que o resultado da pesquisa é um reflexo do melhor momento econômico brasileiro. "Com o mercado interno aquecido, as empresas tiveram melhores condições de saldar compromissos", disse.

Segundo ele, a queda da inadimplência é importante "na medida que pode também acarretar queda de juros para crédito" disse.

Para Pepe Vargas, apesar de uma esperada desaceleração, a economia deverá manter uma atividade considerável.. "A desaceleração se dá em relação ao primeiro semestre, que 'bombou' . Agora, é esperado um gradual desaquecimento até porque os incentivos para o crescimento do consumo (redução de impostos) que foram adotados como medida anticíclica já foram retirados", acrescentou.

Equipe informes com agências

 

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